Recentemente 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reconheceu a guarda de um incapaz para um casal homoafetivo (no caso duas mulheres), sem dúvida uma decisão polêmica, ainda mais se tratando da sociedade brasileira. O Tribunal fundamentou-se na constituição, dizendo que um casal homoafetivo que consiga comprovar a união estável poderá adotar uma criança.
Do ponto de vista jurídico entendo a decisão, porém do ponto de vista social ainda tenho minhas preocupações, as quais tenho total certeza que a maioria entendera.
.”Tenho total convicção de que um casal homoafetivo tem plenas condições de criar uma criança, mas não tenho a mesma convicção sobre a aceitação da sociedade ao indivíduo adotado.”
Não posso fechar os olhos para tal fato pois é algo obvio, e o qual determinará a personalidade do adotado. Algumas pessoas dizem que o preconceito na infância sempre haverá, se for gordo porque é gordo, se magro, se negro, se usar óculos, naturalidade, sotaque... fatores para o preconceito e para a chacota na escola (período o qual a criança passa por sua formação de personalidade) não faltaram.
Porém “acredito” que nenhum desses fatores terá a mesma força negativante da personalidade da criança, quanto o fato de ter pais gays.
Tendo como preceitos as tags desse blog, acredito que a nossa sociedade está em constante metamorfose, assim sendo em um futuro próximo será totalmente possível a adoção, pois a sociedade estará quase que livre desse preconceito.
No caso do legislador criar a lei que aprove a adoção por casais gays, sem sombra de dúvidas será total antecipação, a lei não estará no “intimo” da sociedade, estaremos aprovando uma lei “contra legem”, de tal maneira que a sociedade não aceitará a lei.
Se aprovada, creio que casais heterossexuais, desde que ajustados (porque os há monstruosos, não é?) e com as devidas condições, devam ter a preferência na adoção. E a razão é simples: a criança terá certamente menos explicações a dar. Não vislumbro a possibilidade de que uma família com dois pais ou duas mães venham a ter o mesmo status da família tradicional.
Sendo assim acredito que para a criança, a possível estranheza provocada por pais ou mães gays é o menor dos problemas se a alternativa é permanecer em alguma instituição, sem afeto, sem atenção, sem cuidados. Homossexualidade “não pega”. E heterossexualidade também não — ou a esmagadora maioria dos gays não viria de lares heterossexuais.
2 comentários:
Oi Leonardo,
adorei o blog, e tenho a mesma perspectiva em relação a esse assunto.
"fechar" e não "tampar". rs
Leo, adorei seu espaço!!!
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