segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Por que votarei em Marina Silva
Conheci a senadora Marina Silva em um evento promovido pelo meu blog, em março deste ano, na Universidade Federal de Pernambuco. É impossível não se render aos apelos daquela mulher corajosa, que largou toda uma vida no PT para defender uma bandeira na qual acredita. Mas muito mais do que isso. Marina Silva representa o que Lula tem de melhor em sua biografia, sem o que o seu governo tem de pior, que são as negociatas com adesistas.
Como com todos os outros candidatos, não concordo com tudo que Marina defende. Suas preferências religiosas não me agradam, assim como algumas poucas parcerias, mas isso não tem a menor importância perto da dimensão que representa sua candidatura. Ao mesmo tempo em que apresenta uma ideia concreta, que é a defesa do meio-ambiente e do desenvolvimento sustentável, lança sinais para um país que queremos, com decência e honestidade.
Marina nasceu pobre, lutou, estudou, virou professora, deputada, senadora, ministra e agora candidata à Presidência da República. O voto em Marina representa, além do resgate da ética e da decência, também um protesto silencioso contra o bipartidarismo cartorial brasileiro. Meia dúzia de paulistas decidiram a candidatura de Serra, e Lula decidiu a candidatura de Dilma. O bravo Ciro Gomes foi apunhalado covardemente, ficando isolado, sem chances de concorrer e colocar suas ideias. Marina resistiu, mudou de partido, apresentou suas ideias, e agora precisa do nosso apoio. Aqui no Brasil Obama jamais conseguiria virar presidente.
Marina Silva é a única capaz de unir o que os dois maiores partidos têm de melhor, enfrentando o patrimonialismo dos partidos adesistas. Essa briga paulista do PT com o PSDB tem sido muito ruim para a democracia brasileira, e apenas alguém com coragem, maturidade, e de fora destes grupos seria capaz de conseguir romper o ciclo.
Marina Silva é uma grande brasileira. Poderia discorrer mil outras razões para votar nela, mas apenas o brilho honesto em seus olhos já é o suficiente.
Por que votarei em José Serra
Poderia dizer por que não vou votar na Dilma com um argumento singelo e sem defesa para uma candidata a presidente: sou contra quem assina documento sem ler; poderia argumentar pelo voto contrário a ela pautado em um argumento geopolítico (chique isso, não?): sou contra todos que Chávez apóia; ou mesmo poderia afirmar e o Lula desmentir: sou contra eleger para a presidência quem não possui experiência alguma em cargos eletivos.
Também poderia dizer que não vou votar na Dilma porque ela não é carismática. Mas se esta for a razão, estou ferrado. Não poderei votar em seus outros dois concorrentes diretos, também.
Mas qualquer um desses argumentos seria meia verdade!
Uma das razões por que não vou votar em Dilma é a mesma pela qual não vou votar em Marina: gosto de alternância de poder. Acho saudável diferentes pontos de vista governarem. Para mim, este é ponto fundamental da democracia.
Marina nunca terá poder. Quem tem poder é quem tem na mão a câmara dos vereadores e deputados. Ela não tem. É só ver a quantidade de minutos que ela terá no horário eleitoral da TV. Míseros 2 minutos e 21 segundos. Ela seria um fantoche no governo e somente conseguiria algum resultado abrindo enormes concessões.
Serra não! Ele tem partido e se quiser governar não adianta só ser turrão. Terá que se submeter ao PSDB e seus caciques e índios, que, por sua vez, parecem ter limites mais éticos do que os do PT. Nada de pautar a mídia, por exemplo.
Fora isso, o PSDB está fora do primeiro cargo da hierarquia executiva brasileira há 8 anos, e se tivesse sido tão ruim o governo do FHC, imagino que o Lula não teria seguido suas políticas econômicas — adotadas ainda antes das eleições de 2002, com a “Carta ao Povo Brasileiro”.
Mas não é só o gosto pela alternância de poder que me fará votar em Serra. É também sua coerência. Quase engenheiro pela USP, se não fosse o golpe militar e o exílio. Ou seja, lutou contra a ditadura. Mestre em economia pela Universidade do Chile e doutor na mesma matéria pela Cornell University, nos EUA.
Primeira coerência: sempre estudou (muito)!
Serra começou na militância estudantil, chegando a ser presidente da União Nacional dos Estudantes, em 1963. Elegeu-se duas vezes deputado federal, foi prefeito da cidade de São Paulo (tentou 3 vezes), governador do estado e ministro da saúde.
Segunda coerência: persistência política; não desiste fácil do que quer e sempre quer o topo.
Mas ainda não acabaram as coerências. Falta uma que poucos políticos podem afirmar que sabem o que é ou se realmente existe. A fidelidade partidária. Serra está no PSDB desde 1988. São 22 anos no mesmo partido!
Agora questiono: como posso não votar nele? Sei o que me espera. Pode ter suas falhas, mas jogue a primeira pedra quem não tiver.
Serra é o único candidato com chance de ganhar as eleições que tem sua história avalizada pela credibilidade. A credibilidade, por sua vez, é avalizada pela coerência.
Eu, então, posso avalizar este voto.
* Daniel Bushatsky, São Paulo-SP, é advogado e colunista do Digestivo Cultural.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
SUFFRAGIUM

Por que votarei em Plínio? Indo direto ao ponto? Por coerência. Minha e do candidato.
Por Plínio contestar a ordem vigente e buscar uma alternativa ao jogo da direita.
Da história de apoio ao MST, à Liga campesina, passando pela defesa da Constituição Cidadã, até a defesa do aborto, dos direitos humanos e do povo brasileiro, Plínio de Arruda, do alto de seus 80 anos de idade, demonstra a vitalidade de quem sabe ser justa sua luta.
De uma origem rica, filho de produtores de café, Plínio foi pouco a pouco se aproximando das posições de esquerda em seus 60 anos de militância. Das juventudes católicas, passando pelo Partido Democrata Cristão, Plínio foi cada vez mais se aproximando do povo e de seus anseios. O socialismo foi um caminho natural que, até hoje, trilha como poucos.
Diferentemente de outros políticos que respeitam apenas a si próprios e dificilmente se subordinam à vontade coletiva, passando por cima de seus partidos e de sua base e chegando ao grotesco de fazercomparações absurdas com teor eleitoreiro, ou que procuram mascarar suas posições através de propostas escapistas e sem sentido, Plínio respeita sua base, respeita as bandeiras históricas do movimento social e passa até mesmo por cima de seus próprios preconceitos e visões pré-concebidas, se mostrando não apenas um grande ser humano e político, mas um estadista, alguém que passa por cima até mesmo de suas posições pessoais pelo bem de todo o povo.
Posição de Plínio sobre o Aborto:
“Apóio o movimento em favor da descriminalização do aborto porque, evidentemente, a lei atual demonstrou ser, não apenas ineficaz, mas claramente perniciosa, uma vez que obriga as mulheres a recorrer a pessoas despreparadas e inescrupulosas para interromper uma gravidez indesejada.”
Em entrevista ao R7, ele é ainda mais claro, separando suas opiniões pessoais do que o Brasil efetivamente precisa:
“Em assuntos polêmicos recorrentes nas sabatinas, Plínio se mostrou favorável à união homoafetiva no Brasil, justificando sua posição no direito de vida civil em comum que pessoas do mesmo sexo têm. Sobre o aborto, disse ser uma questão social grave que precisa ser analisada como política pública.”
Plínio quer legalizar o aborto, ao mesmo tempo em que monta uma estrutura de saúde para avaliar e orientar as pessoas, algo que nenhum outro candidato ou partido jamais pensou ou cogitou.
Tão importante quanto é saber, também, que ele é o único candidato a defender uma punição – exemplar – aos torturadores e criminosos, civis e militares, da Ditadura Militar.
Ao tocar em feridas profundas, acaba por desagradar a importantes e influentes setores. E sofre as consequências.
Nas pesquisas, Plínio aparece com menos de 1%. Isto quando aparece. Até o momento boa parte das pesquisas são feitas com apenas o nome dos três primeiros colocados. Os demais são relegados ao ostracismo.
Na maioria das pesquisas os “nanicos” nem aparecem, ou sua votação oscila de forma incongruente. A mídia tem bombardeado o público com a ideia de que só existem 3 candidatos. Como o povo saberá quem são os demais?
Neste cenário, até mesmo o Rui Costa Pimenta pode aparecer como quarta força, basta que a pesquisa seja feita na esquina da sede do PCO!
Pelo peso do PSOL, pela história do Plínio e pela militância, fica claro que, começando a campanha, os números começarão a ter alguma relevância e sua candidatura crescerá. Por enquanto é má fé acreditar que piadas prontas como Eymael ou desconhecidos como Ciro Moura tenham qualquer votação relevante e, especialmente, maior que a do Plínio.
Plínio foi criminosamente excluído do Roda Viva – existe inclusive um abaixo-assinado pela sua participação – e sequer a TV Brasil, pública, se incomodou de convidá-lo para entrevistas. Debates? Fazem de tudo para excluí-lo, enquanto tentam construir um cenário fictício perpetuando a ideia de que existem apenas 3 projetos, o do PT, o do DemoTucanato e o da Criacionista, e nenhuma alternativa viável. Ao menos, nenhuma viável para os que detém o poder.
O que Plínio disse sobre a Anistia:
“O ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio, que permaneceu 12 anos exilado no Chile e nos Estados Unidos durante a ditadura militar (1964-1985), diz acreditar que crimes bárbaros, como sequestros e torturas, não deveriam ser anistiados como decidiu nesta quinta-feira (29) o STF (Supremo Tribunal Federal). – A Lei da Anistia ocorreu em nome da harmonia política da época e os líderes já entregaram o poder, mas não existe anistia para sequestros e torturas. Os bárbaros crimes cometidos não podem ser anistiados.”
A reforma agrária e a proibição de qualquer forma de transgênico são bandeiras das mais relevantes para o candidato do PSOL, que tem um longo histórico de militância nesta área. A defesa do meio ambiente e da biodiversidade não poderiam ser esquecidas pelo candidato socialista, que constantemente critica a criminalização dos movimentos sociais – que, segundo alguns, colocam-se contra o progresso ao tentarem conseguir melhor qualidade de vida para toda a população.
Seguindo os anseios da população e dos movimentos sociais, Plínio defende com unhas e dentes a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a taxação de grandes fortunas, sendo, por isto, considerado radical. Ao se apresentar como o candidato contra o sistema, é considerado radical, sonhador e, até mesmo, perigoso pelos setores reacionários.
Sua defesa intransigente da soberania do país e do povo brasileiro o fazem ser tachado de radical por aqueles que querem criar uma falsa polarização e por quem tem medo do único candidato com coragem de pôr o dedo nas mais diversas feridas abertas deste país.
Querem excluí-lo dos debates, das entrevistas a programas como o RodaViva e, para isto, usam pesquisas de qualidade suspeita para chamá-lo de “nanico”, de “irrelevante”. A mídia tem medo de sua defesa da democratização dos meios de comunicação, do fim dos monopólios midiáticos, da defesa do software livre e das rádios comunitárias e meios de comunicação alternativos que possam levar informação de qualidade em oposição ao amálgama de mentiras propagado pela mídia de massa.
Felizmente, após o debate na Band, a mídia parece ter acordado, ou melhor, notado que não adianta excluí-lo. Forçosamente convidado – a lei eleitoral exige -, Plínio deu um show, conseguindo apoiadores e admiradores, dando um banho nos demais candidatos. Desde chamar a Marina de “EcoCapitalista” e Serra de “Hipocondríaco”, até apresentar um programa socialista para o país e, com bom humor e ironia, desmontar os demais discursos.
Votar em Plínio é defender o antigo PT, o partido de massas, de luta. É casar antigas bandeiras, ainda válidas, com um partido novo, em formação.
Plínio defende o que o PT costumava defender. Porque com ele é irreal e com o PT era a utopia de todo militante?
A tática usada pela direita é atacar suas ideias, tachá-lo de radical. A da esquerda, infelizmente, não é muito diferente. Acusam-no de fazer o jogo da direita. Mas como?
Esse papo de “jogo da direita” é realmente uma mordaça. Alguns tentam criar o medo da vitória do Serra para tentar calar a voz dissidente. Plínio toca em pontos fundamentais, como a reforma agrária, e ninguém pode respondê-lo, porque ninguém a fez ou tem propostas para fazê-la. Então novamente entra o papo de ajudar a direita. Oras, se o PT em oito anos não se interessou em efetivamente fazer uma profunda reforma agrária no país, por que questionar este fato – como faz o MST constantemente – seria jogar com a direita?
A verdade é de direita? Eu acho que não. Então, realmente, eu não entendo.
Plínio mostra que existe uma alternativa. Em uma sociedade conservadora como a nossa, sabemos que não será eleito, mas o crescimento de sua campanha forçaria a inclusão do PSOL na mesa de negociações. Com peso e força, o PSOL poderia pleitear junto ao PT, poderia pressionar e ter peso para isso. Seria uma chance de trazer o PT, ou o governo, para a esquerda.
Plínio significa, enfim, a mudança real, para melhor, do país. À caminho do socialismo.
Raphael Tsavkko Garcia, São Paulo-SP, é jornalista.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Essa sim precisa de KUMON
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Palhaços da copa

Esporte de luxo

sexta-feira, 11 de junho de 2010
A concretização da “braquidactilia”
segunda-feira, 7 de junho de 2010
MARCELA
Sim, aquarela
É, é pintura
Escultura
É donzela
É singela
Tanta doçura
É tão pura
É pro coração
Marcela, sensação
É com atenção
Doce emoção
É divinidade
É a realidade
Com sinceridade
E toda verdade
Escultura
É pintura
Aquarela
É Marcela.
Você, mulher e menina...
Belo espírito envolto em pele macia
Coração pulsante de eterna magia.
Olhos brilhantes de alegria
Você é pura poesia.
Lábios que evocam prazer
Fico feliz em lhe conhecer.
Carinho expresso na atenção
Sua voz parece uma canção.
Cabelos floridos como a primavera
Você é realmente bela!