segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Por que votarei em Dilma Rousseff

Os três principais candidatos nessa eleição presidencial são muito bons. A terceira colocada deve ser Marina Silva, e Marina Silva seria melhor presidente que 90% dos presidentes do mundo. Levando em conta só os competitivos, nos últimos dezesseis anos só Garotinho (que a The Economist traduzia como “Little Kid”) avacalhou nosso currículo, onde, na minha modesta opinião, devemos ter orgulho de ostentar Lula e FHC.

Mas é preciso escolher, e, no que se segue, argumentarei que a melhor opção para o Brasil no momento é uma ex-guerrilheira nerd.

1.
Um bom governo, na minha opinião, deve (a) ser democrático, (b) não avacalhar a estabilidade econômica, e (c) combater a pobreza e a desigualdade. Por esses critérios, o governo Lula foi indiscutivelmente bom.

O governo Lula, tanto quanto o governo FHC, foi um governo democrático. Quem lê jornal no Brasil não apenas percebe que é permitido falar mal do governo, mas pode mesmo ser desculpado por suspeitar que falar mal do governo é obrigatório por lei. Os partidos de oposição atuam com plena liberdade, os movimentos sociais, idem, e, aliás, eu também. O Olavo de Carvalho se mandou para os Estados Unidos, dizem que com medo de ser perseguido politicamente, mas, se tiver sido por isso, foi só frescura. De qualquer modo, nunca antes nesse país exportamos tantos Olavos de Carvalho.

A economia foi muito bem gerida durante a Era Lula, a despeito do que falam muitos petistas (talvez preocupados com a falta de oposição competente). Companheiros, deixemos de falar besteira: a política econômica foi um sucesso. Mantivemos o bom sistema de metas de inflação implantado por Armínio Fraga no (bom) segundo governo FHC, e acrescentamos a isso: uma preocupação quase obsessiva por acumular reservas internacionais, a excelente ideia de comprar de volta nossa dívida em dólar, e medidas de incentivo fiscal quando foi necessário. A dívida como proporção do PIB caiu consideravelmente, e só voltou a subir quando foi necessário combater a crise. Certamente voltará a cair já agora.

Por essas e outras, fomos os últimos a entrar e os primeiros a sair da maior crise econômica desde 1929. Os tucanos se consideravam uma espécie de Keynes coletivo por terem sobrevivido à crise do México. Com muito menos custo, sobrevivemos à crise dos EUA. E isso se deu porque a economia durante a Era Lula foi muito mais bem administrada do que durante o primeiro governo FHC. No segundo governo FHC, aí sim, a economia foi bem gerida, e Lula fez muito bem em copiar seus métodos de gestão.

E, na área social, o Lula realmente se destaca na história brasileira, e na conjuntura econômica mundial. FHC não merece nada além de parabéns por ter copiado o Bolsa-Escola do governo petista do Distrito Federal (cujo governador havia idealizado o programa ainda na década de 80), e o PT merece críticas por ter atrasado sua adoção insistindo no confuso “Fome Zero” por tempo demais; mas, uma vez re-estabelecida a sanidade, o programa foi implementado com imenso sucesso, e, associado à política de recuperação do salário mínimo, e à boa gestão da economia, geraram resultados que não estavam nas projeções do mais otimista dos petistas em 2002. Para ser honesto, eu sempre votei no Lula, mas nunca achei que fosse dar tão certo.

A pobreza caiu algo como 43%. Vou dizer com palavras, para não dizerem que sou cabeça-de-planilha: a pobreza no Brasil caiu quase pela metade. Rodrigo Maia, escreva essa frase no quadro cem vezes. Mais de 30 milhões de pessoas (meia França, não muito menos que uma Argentina inteira) subiram às classes ABC. Cortamos a pobreza extrema pela metade (mas ainda é, claro, vergonhoso que tenhamos pobreza extrema). A desigualdade de renda caiu consideravelmente: a renda dos 10% mais ricos cresceu à taxa de 3 e poucos % na Era Lula, enquanto a renda dos mais pobres cresceu mais ou menos 10% ao ano, as famosas taxas chinesas. E tem uns manés que acham que os pobres votam no Lula porque são ignorantes ou mais tolerantes com a corrupção. Dê essas taxas à nossa elite e o Leblon inteiro tatua a cara do Zé Dirceu.

Não é à toa que o economista Marcelo Neri, um dos mais respeitados estudiosos da pobreza no Brasil, fala no período de 2003-2010 como “A Pequena Grande Década”. Tanto quanto sei, Neri não é petista.

Por outro lado, há algumas semanas, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um balanço crítico do governo Lula, que considera um desastre. O artigo praticamente não tem nenhum número. I rest my case.

2.
Seria idiota dizer que isso não é, em nenhum grau, motivo para votar na Dilma. Dilma participou ativamente disso tudo, e, no mínimo, apoiou isso tudo. Marina Silva, é verdade, apoiou quase tudo isso. José Serra não o fez, e muitos de seus simpatizantes continuam convictos de que os últimos oito anos, em que a renda dos brasileiros mais pobres cresceu no ritmo da economia chinesa, foi uma era das trevas da qual a nossa elite bem pensante (hehehe) acordará em breve, chorando de felicidade porque era só um pesadelo.

Mas, até aí, eu considero que a Era FHC também foi boa para o país, por outros motivos, e mesmo assim foi bom que Lula fosse eleito em 2002 (como irrefutavelmente provado acima). Por que não seria esse o caso, agora?

Em primeiro lugar, porque não acho que será bom para o Brasil se o governo Lula tiver sido só um intervalo. Se Serra ganhar a eleição, eis o que se tornará a versão oficial sobre esse período: uns caras com diploma governavam muito bem o Brasil por muitas décadas, aí surgiu um paraíba muito carismático que acabou % ganhando a eleição, mas não fez nada demais, por isso eventualmente a turma do diploma retomou o controle da coisa toda. Coloquei um sinal de porcentagem no meio da frase para que ela tivesse pelo menos um erro que não fosse também papo furado.

É importante compreender que os novos atores que compõem o PT vieram para ficar, pois são sócios-fundadores de nossa democracia, e que, de agora em diante, o Brasil é um país com uma esquerda que sabe ser governo. Isso quer dizer que agora a direita, para vencer eleições, precisa apresentar boas candidaturas (de preferência sem roubar nossos sociólogos, ou economistas heterodoxos) e, o mais crucial de tudo, apresentar propostas para os mais pobres, que acabam de descobrir que podem melhorar imensamente suas vidas com o voto. A direita brasileira ainda não fez esse trabalho: continua pensando como se fosse um direito natural seu governar o país, e esperando que algum movimento legitimista re-estabeleça a ordem nesta budega.

Enquanto a justiça eleitoral não fizer o voto do Reinaldo Azevedo ter peso 50 milhões, a estratégia de fingir que o governo Lula não desmoralizou os anteriores, diminuindo a pobreza sem desestabilizar a economia, não vai ganhar eleição. Enquanto não tiver um projeto para o país (o que, diga-se, o Plano Real foi), a oposição não merece voltar ao governo. Como o PT dos anos 90, por exemplo, não merecia ganhar a presidência, pois seu programa era o que, no jargão sociológico, era conhecido como “nhenhenhém”. O PT venceu quando reconheceu que o papo agora era outro, e era preciso partir das conquistas já alcançadas. Não há sinal que consciência semelhante exista na oposição como bloco político, embora, sem dúvida, o candidato Serra o tenha compreendido.

3.
Mas esse tampouco é o melhor motivo para se votar na Dilma. O melhor motivo para se votar na Dilma é a Dilma.

Dilma tem uma trajetória política muito singular, como, aliás, tinham FHC e Lula. Quem tiver lido seu perfil recente na revista Piauí pode notar que há tantos fatos interessantes na sua vida que o jornalista mal teve espaço para falar dela, como pessoa. Dilma foi guerrilheira, foi torturada, e, durante a democratização, entrou para o PDT. Quando visitou, recentemente, o túmulo de Tancredo, a turma de sempre reclamou que o PT não o havia apoiado no Colégio Eleitoral. Bem, Dilma, como o PDT, apoiou Tancredo. Eventualmente, foi parar no PT, onde cresceu fulminantemente, e foi beneficiada pela decisão da oposição de queimar um por um dos quadros petistas mais famosos, algo pelo que, suspeito, já começam agora a se arrepender. Estariam pior agora se o candidato do Lula fosse, digamos, o Dirceu?

Tem gente que, com temor ou esperança, acha que Dilma mudará o rumo da economia. Eu posso estar errado, mas, baseado no que vi até agora, acho o seguinte: Dilma está singularmente posicionada para fazer com que, sob essa mesma política econômica, e com o mesmo compromisso com a justiça social, o país comece a crescer bem mais rápido do que cresceu nos últimos dezesseis anos.

Eu gosto de dizer o seguinte sobre política econômica: é verdade, o Banco Central desacelera o crescimento quando mantém os juros altos (e segura a inflação). Mas, a essa altura, o crescimento econômico já levou uma surra; antes de chegar no Banco Central, o carro do crescimento já tomou batidas da nossa falta de política de inovação, da baixíssima capacidade de investimento do Estado, da pobreza (que diminuiu, mas, para nossa vergonha, ainda está aí), do nosso abissal nível de qualificação educacional, dos entraves inacreditáveis para se abrir ou fechar um negócio, dos problemas gravíssimos da nossa urbanização. Essa desacelerada que o Banco Central dá é porque, depois de tomar tanta batida, ou nosso carro desacelera ou ele desmonta na pista.

Nossa visão deve ser a seguinte: queremos ter produção tecnológica como a Índia, mas com muito mais preocupação com a justiça social, e queremos ter o crescimento da China, mas com a mais absoluta democracia e com as garantias ambientais necessárias. Se esses limites nos atrasarem um pouco, paciência, somos, em nossos melhores momentos, um país que leva essas coisas a sério. O que não é admissível é que qualquer coisa que não nossos princípios atrase nosso progresso.

Muita gente diz que Lula entregou a candidatura à Dilma de mão-beijada, mas, aproveito para advertir, muita calma nessa hora, meu povo. Lula também lhe entregou uma roubada incrível, que foi também um teste. Quando Dilma foi colocada na direção do PAC, experimentou em primeira mão o quão ineficiente é nosso Estado como indutor do investimento: uma legião de entraves burocráticos, pressões políticas e uma história de más prioridades tornaram nosso Estado incapaz de investir e de oferecer infra-estrutura (tanto física quanto legal quanto humana) para o investimento privado.

A beleza da coisa é que Dilma é uma c.d.f. obcecada por políticas públicas. Quem leu sua entrevista no livro organizado pelo Marco Aurélio Garcia e pelo Emir Sader não pode ter deixado de se divertir com a diferença entre as coisas que os entrevistadores querem perguntar e as coisas que ela quer responder: os caras lá falando do liberalismo, de não sei o que mais, e ela animadona com um jeito de furar poço de petróleo, com um jeito qualquer de administrar hospital. Respeito muito o Marco Aurélio, que foi meu professor, mas a Dilma sai da entrevista muito melhor que ele e o Sader.

Me anima especialmente que, em vários momentos, tenha visto Dilma puxando o assunto das políticas de inovação. O Brasil não vai dar um salto qualitativo em termos de desenvolvimento enquanto não produzir tecnologia. Tecnologia é o tipo de coisa que depende de bons arranjos entre governo e setor privado, e, a crer nos relatos até agora a respeito de sua passagem pelo ministério de Minas e Energia, Dilma tem uma postura pragmática saudável nessas questões.

Lula deu ao capitalismo brasileiro milhões de novos consumidores, e essa descendência política exigirá de Dilma compromisso forte com a inclusão social. Mas agora é hora de dar ao capitalismo brasileiro a competitividade necessária para que ele gere os empregos de que precisam os novos ex-miseráveis, os formandos do ProUni, ou das novas Universidades Federais, inclusive; é hora de montar um Estado que entregue aos cidadãos as cidades necessárias à boa fruição da vida moderna, e montar um sistema de inovação tecnológica que tire da direita o monopólio do discurso moderno.

Por conhecer melhor do que ninguém o tamanho desse déficit, e pelo que se depreende de sua postura até agora diante desses problemas, Dilma Rousseff é a melhor opção para a presidência do Brasil nos próximos oito anos.

Até porque, contará com um recurso que só o PT tem: uma imprensa tão hostil que o sujeito realmente, realmente tem que prestar atenção para não fazer besteira. Superego é uma coisa útil, senão você trava.

4.
Certo, mas deve ter gente pensando, ah, mas ela é só uma tecnocrata, vai ser engolida pelos políticos (o bom é que essa mesma turma dizia que o Lula, por não ser um tecnocrata, ia ser engolido pelos políticos). Deve ter gente, à direita e à esquerda, com esperança de manipular a Dilma. A Dilma, no caso, é aquela menina que, aos vinte e poucos anos, inspirava respeito até nos caras do Doi-Codi, como se depreende dos documentos da época. Se quiser ir tentar manipular essa dona aí, rapaz, boa sorte, vai lá. Depois você conta pra gente como é que foi.

* Celso Barros, Rio de Janeiro-RJ, é mestre em Sociologia pela Unicamp e doutor em Sociologia por Oxford. Blog: napraticaateoriaeoutra.org

Por que votarei em Marina Silva


Conheci a senadora Marina Silva em um evento promovido pelo meu blog, em março deste ano, na Universidade Federal de Pernambuco. É impossível não se render aos apelos daquela mulher corajosa, que largou toda uma vida no PT para defender uma bandeira na qual acredita. Mas muito mais do que isso. Marina Silva representa o que Lula tem de melhor em sua biografia, sem o que o seu governo tem de pior, que são as negociatas com adesistas.

Como com todos os outros candidatos, não concordo com tudo que Marina defende. Suas preferências religiosas não me agradam, assim como algumas poucas parcerias, mas isso não tem a menor importância perto da dimensão que representa sua candidatura. Ao mesmo tempo em que apresenta uma ideia concreta, que é a defesa do meio-ambiente e do desenvolvimento sustentável, lança sinais para um país que queremos, com decência e honestidade.

Marina nasceu pobre, lutou, estudou, virou professora, deputada, senadora, ministra e agora candidata à Presidência da República. O voto em Marina representa, além do resgate da ética e da decência, também um protesto silencioso contra o bipartidarismo cartorial brasileiro. Meia dúzia de paulistas decidiram a candidatura de Serra, e Lula decidiu a candidatura de Dilma. O bravo Ciro Gomes foi apunhalado covardemente, ficando isolado, sem chances de concorrer e colocar suas ideias. Marina resistiu, mudou de partido, apresentou suas ideias, e agora precisa do nosso apoio. Aqui no Brasil Obama jamais conseguiria virar presidente.

Marina Silva é a única capaz de unir o que os dois maiores partidos têm de melhor, enfrentando o patrimonialismo dos partidos adesistas. Essa briga paulista do PT com o PSDB tem sido muito ruim para a democracia brasileira, e apenas alguém com coragem, maturidade, e de fora destes grupos seria capaz de conseguir romper o ciclo.

Marina Silva é uma grande brasileira. Poderia discorrer mil outras razões para votar nela, mas apenas o brilho honesto em seus olhos já é o suficiente.

* Pierre Lucena, Recife-PE, é Doutor em Finanças (PUC-Rio) e professor da UFPE.

Por que votarei em José Serra

Poderia dizer por que não vou votar na Dilma com um argumento singelo e sem defesa para uma candidata a presidente: sou contra quem assina documento sem ler; poderia argumentar pelo voto contrário a ela pautado em um argumento geopolítico (chique isso, não?): sou contra todos que Chávez apóia; ou mesmo poderia afirmar e o Lula desmentir: sou contra eleger para a presidência quem não possui experiência alguma em cargos eletivos.

Também poderia dizer que não vou votar na Dilma porque ela não é carismática. Mas se esta for a razão, estou ferrado. Não poderei votar em seus outros dois concorrentes diretos, também.

Mas qualquer um desses argumentos seria meia verdade!

Uma das razões por que não vou votar em Dilma é a mesma pela qual não vou votar em Marina: gosto de alternância de poder. Acho saudável diferentes pontos de vista governarem. Para mim, este é ponto fundamental da democracia.

Marina nunca terá poder. Quem tem poder é quem tem na mão a câmara dos vereadores e deputados. Ela não tem. É só ver a quantidade de minutos que ela terá no horário eleitoral da TV. Míseros 2 minutos e 21 segundos. Ela seria um fantoche no governo e somente conseguiria algum resultado abrindo enormes concessões.

Serra não! Ele tem partido e se quiser governar não adianta só ser turrão. Terá que se submeter ao PSDB e seus caciques e índios, que, por sua vez, parecem ter limites mais éticos do que os do PT. Nada de pautar a mídia, por exemplo.

Fora isso, o PSDB está fora do primeiro cargo da hierarquia executiva brasileira há 8 anos, e se tivesse sido tão ruim o governo do FHC, imagino que o Lula não teria seguido suas políticas econômicas — adotadas ainda antes das eleições de 2002, com a “Carta ao Povo Brasileiro”.

Mas não é só o gosto pela alternância de poder que me fará votar em Serra. É também sua coerência. Quase engenheiro pela USP, se não fosse o golpe militar e o exílio. Ou seja, lutou contra a ditadura. Mestre em economia pela Universidade do Chile e doutor na mesma matéria pela Cornell University, nos EUA.

Primeira coerência: sempre estudou (muito)!

Serra começou na militância estudantil, chegando a ser presidente da União Nacional dos Estudantes, em 1963. Elegeu-se duas vezes deputado federal, foi prefeito da cidade de São Paulo (tentou 3 vezes), governador do estado e ministro da saúde.

Segunda coerência: persistência política; não desiste fácil do que quer e sempre quer o topo.

Mas ainda não acabaram as coerências. Falta uma que poucos políticos podem afirmar que sabem o que é ou se realmente existe. A fidelidade partidária. Serra está no PSDB desde 1988. São 22 anos no mesmo partido!

Agora questiono: como posso não votar nele? Sei o que me espera. Pode ter suas falhas, mas jogue a primeira pedra quem não tiver.

Serra é o único candidato com chance de ganhar as eleições que tem sua história avalizada pela credibilidade. A credibilidade, por sua vez, é avalizada pela coerência.

Eu, então, posso avalizar este voto.

* Daniel Bushatsky, São Paulo-SP, é advogado e colunista do Digestivo Cultural.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

SUFFRAGIUM

Passarei a postar textos que considerei interessantes que defendem cada candidato.




Por que votarei em Plínio? Indo direto ao ponto? Por coerência. Minha e do candidato.

Por Plínio contestar a ordem vigente e buscar uma alternativa ao jogo da direita.

O homem e o candidato
São décadas de defesa dos movimentos sociais, das classes trabalhadoras, enfim, do verdadeiro povo brasileiro. Plínio representa anos de luta social, pelos direitos humanos e pela dignidade de todos e todas.

Da história de apoio ao MST, à Liga campesina, passando pela defesa da Constituição Cidadã, até a defesa do aborto, dos direitos humanos e do povo brasileiro, Plínio de Arruda, do alto de seus 80 anos de idade, demonstra a vitalidade de quem sabe ser justa sua luta.

De uma origem rica, filho de produtores de café, Plínio foi pouco a pouco se aproximando das posições de esquerda em seus 60 anos de militância. Das juventudes católicas, passando pelo Partido Democrata Cristão, Plínio foi cada vez mais se aproximando do povo e de seus anseios. O socialismo foi um caminho natural que, até hoje, trilha como poucos.

Diferentemente de outros políticos que respeitam apenas a si próprios e dificilmente se subordinam à vontade coletiva, passando por cima de seus partidos e de sua base e chegando ao grotesco de fazercomparações absurdas com teor eleitoreiro, ou que procuram mascarar suas posições através de propostas escapistas e sem sentido, Plínio respeita sua base, respeita as bandeiras históricas do movimento social e passa até mesmo por cima de seus próprios preconceitos e visões pré-concebidas, se mostrando não apenas um grande ser humano e político, mas um estadista, alguém que passa por cima até mesmo de suas posições pessoais pelo bem de todo o povo.

Posição de Plínio sobre o Aborto:

“Apóio o movimento em favor da descriminalização do aborto porque, evidentemente, a lei atual demonstrou ser, não apenas ineficaz, mas claramente perniciosa, uma vez que obriga as mulheres a recorrer a pessoas despreparadas e inescrupulosas para interromper uma gravidez indesejada.”

Em entrevista ao R7, ele é ainda mais claro, separando suas opiniões pessoais do que o Brasil efetivamente precisa:

“Em assuntos polêmicos recorrentes nas sabatinas, Plínio se mostrou favorável à união homoafetiva no Brasil, justificando sua posição no direito de vida civil em comum que pessoas do mesmo sexo têm. Sobre o aborto, disse ser uma questão social grave que precisa ser analisada como política pública.”

Plínio quer legalizar o aborto, ao mesmo tempo em que monta uma estrutura de saúde para avaliar e orientar as pessoas, algo que nenhum outro candidato ou partido jamais pensou ou cogitou.

Tão importante quanto é saber, também, que ele é o único candidato a defender uma punição – exemplar – aos torturadores e criminosos, civis e militares, da Ditadura Militar.

A mídia e os “nanicos”
Católico, Plínio consegue, diferentemente de outros, manter para si suas posições e opiniões religiosas. Pensa em governar para todos e não para si e para grupos de interesse. Defende as causas do povo e não as suas próprias e, exatamente por isto, é escondido pela mídia.

Ao tocar em feridas profundas, acaba por desagradar a importantes e influentes setores. E sofre as consequências.

Nas pesquisas, Plínio aparece com menos de 1%. Isto quando aparece. Até o momento boa parte das pesquisas são feitas com apenas o nome dos três primeiros colocados. Os demais são relegados ao ostracismo.

Na maioria das pesquisas os “nanicos” nem aparecem, ou sua votação oscila de forma incongruente. A mídia tem bombardeado o público com a ideia de que só existem 3 candidatos. Como o povo saberá quem são os demais?

Neste cenário, até mesmo o Rui Costa Pimenta pode aparecer como quarta força, basta que a pesquisa seja feita na esquina da sede do PCO!

Pelo peso do PSOL, pela história do Plínio e pela militância, fica claro que, começando a campanha, os números começarão a ter alguma relevância e sua candidatura crescerá. Por enquanto é má fé acreditar que piadas prontas como Eymael ou desconhecidos como Ciro Moura tenham qualquer votação relevante e, especialmente, maior que a do Plínio.

Plínio foi criminosamente excluído do Roda Viva – existe inclusive um abaixo-assinado pela sua participação – e sequer a TV Brasil, pública, se incomodou de convidá-lo para entrevistas. Debates? Fazem de tudo para excluí-lo, enquanto tentam construir um cenário fictício perpetuando a ideia de que existem apenas 3 projetos, o do PT, o do DemoTucanato e o da Criacionista, e nenhuma alternativa viável. Ao menos, nenhuma viável para os que detém o poder.

As posições
Dentre as declarações de Plínio aparecem a defesa dos movimentos das mulheres; da revisão da Lei da Anistia; da reestatização da Vale, que foi entregue a preço de banana por FHC; a paralização do processo de licitação e o abandono da ideia estúpida da construção da usina de Belo Monte, em defesa dos povos indígenas e da biodiversidade local; e a defesa do EcoSocialismo e não de um EcoCapitalismo neodesenvolvimentista tão em moda entre os demais candidatos.

O que Plínio disse sobre a Anistia:

“O ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio, que permaneceu 12 anos exilado no Chile e nos Estados Unidos durante a ditadura militar (1964-1985), diz acreditar que crimes bárbaros, como sequestros e torturas, não deveriam ser anistiados como decidiu nesta quinta-feira (29) o STF (Supremo Tribunal Federal). – A Lei da Anistia ocorreu em nome da harmonia política da época e os líderes já entregaram o poder, mas não existe anistia para sequestros e torturas. Os bárbaros crimes cometidos não podem ser anistiados.”

A reforma agrária e a proibição de qualquer forma de transgênico são bandeiras das mais relevantes para o candidato do PSOL, que tem um longo histórico de militância nesta área. A defesa do meio ambiente e da biodiversidade não poderiam ser esquecidas pelo candidato socialista, que constantemente critica a criminalização dos movimentos sociais – que, segundo alguns, colocam-se contra o progresso ao tentarem conseguir melhor qualidade de vida para toda a população.

Seguindo os anseios da população e dos movimentos sociais, Plínio defende com unhas e dentes a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a taxação de grandes fortunas, sendo, por isto, considerado radical. Ao se apresentar como o candidato contra o sistema, é considerado radical, sonhador e, até mesmo, perigoso pelos setores reacionários.

Sua defesa intransigente da soberania do país e do povo brasileiro o fazem ser tachado de radical por aqueles que querem criar uma falsa polarização e por quem tem medo do único candidato com coragem de pôr o dedo nas mais diversas feridas abertas deste país.

Querem excluí-lo dos debates, das entrevistas a programas como o RodaViva e, para isto, usam pesquisas de qualidade suspeita para chamá-lo de “nanico”, de “irrelevante”. A mídia tem medo de sua defesa da democratização dos meios de comunicação, do fim dos monopólios midiáticos, da defesa do software livre e das rádios comunitárias e meios de comunicação alternativos que possam levar informação de qualidade em oposição ao amálgama de mentiras propagado pela mídia de massa.

Felizmente, após o debate na Band, a mídia parece ter acordado, ou melhor, notado que não adianta excluí-lo. Forçosamente convidado – a lei eleitoral exige -, Plínio deu um show, conseguindo apoiadores e admiradores, dando um banho nos demais candidatos. Desde chamar a Marina de “EcoCapitalista” e Serra de “Hipocondríaco”, até apresentar um programa socialista para o país e, com bom humor e ironia, desmontar os demais discursos.

Conclusão
O voto em Plínio não deve ser encarado como um mero voto de protesto contra a falsa polarização da disputa, mas como um voto consciente numa alternativa real e em construção, numa opção política diferente, que resgata aquilo que o PT abandonou em nome da “governabilidade” e resgata os anseios dos movimentos sociais e populares.

Votar em Plínio é defender o antigo PT, o partido de massas, de luta. É casar antigas bandeiras, ainda válidas, com um partido novo, em formação.

Plínio defende o que o PT costumava defender. Porque com ele é irreal e com o PT era a utopia de todo militante?

A tática usada pela direita é atacar suas ideias, tachá-lo de radical. A da esquerda, infelizmente, não é muito diferente. Acusam-no de fazer o jogo da direita. Mas como?

Esse papo de “jogo da direita” é realmente uma mordaça. Alguns tentam criar o medo da vitória do Serra para tentar calar a voz dissidente. Plínio toca em pontos fundamentais, como a reforma agrária, e ninguém pode respondê-lo, porque ninguém a fez ou tem propostas para fazê-la. Então novamente entra o papo de ajudar a direita. Oras, se o PT em oito anos não se interessou em efetivamente fazer uma profunda reforma agrária no país, por que questionar este fato – como faz o MST constantemente – seria jogar com a direita?

A verdade é de direita? Eu acho que não. Então, realmente, eu não entendo.

Plínio mostra que existe uma alternativa. Em uma sociedade conservadora como a nossa, sabemos que não será eleito, mas o crescimento de sua campanha forçaria a inclusão do PSOL na mesa de negociações. Com peso e força, o PSOL poderia pleitear junto ao PT, poderia pressionar e ter peso para isso. Seria uma chance de trazer o PT, ou o governo, para a esquerda.

Plínio significa, enfim, a mudança real, para melhor, do país. À caminho do socialismo.

Raphael Tsavkko Garcia, São Paulo-SP, é jornalista.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Essa sim precisa de KUMON

Trata-se o texto a baixo de uma entrevista de Dilma a uma emissora do Paraná, volto logo:

“Tudo isso resulta em não mais do que quinhentas mil vagas, quinhentas mil… Se eu não me engano 500 mil vagas disponíveis no Brasil, que é pouquíssima! Me desculpa, resultem 250 mil vagas, eu estou errada. E aí, o que eu acho que é fundamental que nós façamos? É fundamental que nós façamos o seguinte no próximo ano, que é o meu plano: é a construção de novas escolas técnicas, que garantam a capacitação profissional para o mercado de trabalho, que você me perguntou e aí seriam mais… A construção de mais 250 mil. Então hoje nós temos construídas o total de 500 mil e seriam mais 250 mil que nós construiríamos, atingindo 750 mil. Em um esforço muito grande, a gente pode tentar a um milhão de novas vagas, chegar que tenham vagas, um milhão de vagas.”

Só de pensar que minha mãe brigava comigo por conta das notas vermelhas em matemática, as quais sempre tive, mal imaginava ela que tais notas já seriam o suficiente para ocupar o cargo de ministro da casa civil.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Palhaços da copa






Não sei se todos tiveram a oportunidade de acompanhar a resposta que o “craque” (na minha modesta opinião apenas o único jogador que consegue se manter regular e em alto nível por mais tempo) Kaká ao jornalista Juca kfouri, o craque mando na lata a bronca que estava de Juca Kfouri, pedindo para tal parar com as perseguições religiosas, dizendo que o fato dele ser um propagador da palavra de Jesus Cristo não dava o direito de Juca que é Ateu o criticar.

Eu venho aqui dizer que estou do lado de Kaká, nem apenas pelo fato religioso, mas também por que eu não suporto jornalistas que querem tratar o futebol como algo
Divino, futebol é futebol porra, não tem essa de se o Brasil perder a copa o país para, muito pelo contrário, o país para se a seleção chegar até a final, o que eu acho bem provável, afinal qual seleção, tirando a de Dunga (pois nem a pau essa é a seleção brasileira), tem um elenco medíocre? Todas são fraquíssimas, eu acreditava um pouco na Inglaterra, mas to vendo que nem ela chega. Vocês devem estar preocupados com a Argentina? Relaxem a Argentina só será campeã se a final for mudada para Buenos Aires e se o arbitro for um argentino, pois os 2 títulos deles foram conquistas na base de muita maracutaia.
A única importância que dou a seleção brasileira é quando joga contra os Maricons (sim aqueles que residem naquele resto de terra que faz fronteira com o nosso país), ai o bicho pega, afinal eles são seres insuportáveis, nem bambis são tão chatos quanto, sem mencionar o espírito de superioridade ao mesmo tempo do de inferioridade que eles tem, se você faz criticas positivas a seleção deles, pouco os importa, pois acreditam que apenas suas opiniões são validas, se você os criticas negativamente, ai sim é hilário de se ver, eles vem com pedras na mão dizendo que nós nos achamos superiores, e apelam para a polemica, cuja só existe lá, dizendo, “Maradona (vulgo chupa em pé) é melhor que Pelé”, lá eles se referem assim, “Maradona é melhor que Pelé”, aqui quando vamos nos referir ao rei falamos apenas dele, “Pelé, o melhor de todos os tempos”.
Mas voltando ao assunto comentarista de futebol, queria deixar bem claro que são eles que me fazem emputescer (sei lá se existi essa palavra) e também são eles que me fazem mijar de rir.
Eu fico puto com comentarista babaca que quer dar ao futebol uma importância maior do que ele realmente tem, ai vai alguns nomes, Juca Kfouri, Kajuru, aquele estrangeiro da gazeta (nossa esse é bobo), a Renata como ancora é perfeita, mas quando vai palpitar, ai é osso, e como poderia deixar de citar os dois maiores bobalhões, que costumam ter o adjetivo craque citado antes do seu nome, no caso, “craque Casa Grande e o Craque Neto”, acredito que se juntarmos todos os títulos dos dois dará uns 4 paulistinhas, e uns 2 brasileiros, quem sabe até alguns vices-campeonato da copa do Brasil?
Porém sou obrigado a confessar que adoro as mesas redondas do Milton Neves, por mais chato que ele seja, sempre conduz de forma muito engraçada, aloprando e confundindo seus convidados, fala de todos, é um grande morde e assopra, mas é bom naquilo que se propõem a fazer.

Pra quem quiser ver o vídeo do Kaká segue o link:

http://terratv.terra.com.br/Esportes/Copa-do-Mundo-2010/4713-308535/Kaka-da-dura-resposta-a-criticas-de-jornalista-brasileiro.htm


Assim como a resposta de Juca “babaca” Kfouri:

http://blogdojuca.uol.com.br/2010/06/o-engano-e-a-contradicao-de-kaka/

E o nosso, esse sim craque, Romário, dando uma entrevista ao kajuru, falando sobre os grandes comentaristas do nosso esporte maior:

http://www.youtube.com/watch?v=PN27iYX4Q84

Esporte de luxo

No próximo dia 30 de junho ocorrera em São Paulo o evento First Class Fight, um evento de M.M.A. (mixed martial arts), e como todos que me conhecem sabem que sou fissurado nesses eventos, passando boa parte do meu tempo assistindo vídeos e vendo matérias do site www.intheguard.com.br (o qual tem como apresentador Olivar Leitte, um dos caras mais carismáticos do meio), porém por motivo de tempo ($) não poderei assistir o evento.
Mas mesmo assim estou muito feliz, pois o evento contará em sua luta principal (main-card) com o lutador sorocabano Fabio Maldonado, o qual sou fã, pois suas lutas são sempre emocionantes, e sem contar do fato de ter feito 3 lutas em 3 finais de semanas seguidos, vencendo todas, sendo a primeira contra um gigante holandês, se não me engano o lutador vinha da golden glory, equipe que tem o recordista do K-1 Semmy Schilt.
Com toda certeza essa vitória virá para Sorocaba, Maldonado é um lutador com queixo de aço, recentemente ele concedeu entrevista muito engraçada para Olivar leitte dizendo que acredita muito nele, que baixaria a guarda até mesmo para Shane Carwen, um lutador que disputara o cinturão do UFC 116 e que tem todas as vitórias por nocaute.





Todavia não é apenas o fato do evento contar com Maldonado que me alegra, o que me alegra muito é saber que o evento se realizará no terraço do edifício Daslu, lá se localizam muitas grifes famosas como Prada, Louis Vuitton, Dior, Chanel,Calvin Klein, dentre outras. Agora você deve estar se perguntando qual seria a importância disso para o esporte? Na verdade o fato dessas grifes se localizarem no local do evento não agrega tanto ao evento, e muito menos o evento as grifes, afinal nenhuma dessas grifes atinge ao mercado do M.M.A., porém para o esporte isso é de estrema importância, afinal o M.M.A. sempre foi vinculado como algo ilegal, marginalizado pelas classes mais altas, e até mesmo distorcido pela mídia nacional, agora com a chegada dele em um centro da classe AA da nata paulista sua imagem mudara, e quem sabe assim quebrando alguns dos paradigmas nele vinculado.
Acredito que o esporte lucrou muito com isso, logo os atletas terão bolsas melhores, as academias abocanharão um espaço maior nas classes econômicas mais alta, e a grande mídia olhara para o esporte com interesse econômico, o que todos sabemos ser é vital para todo esporte.
Para quem estiver interessado em saber mais sobre o evento ou sobre o lutador, segue a baixo os 2 links:

http://fcfiv.com.br/index.php

http://www.sherdog.com/fighter/Fabio-Maldonado-16426

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A concretização da “braquidactilia”

Os Ministros do Superior Tribunal Eleitoral concluíram que o projeto lei “ficha limpa” (tema o qual abordei no dia 30 de Abril com o título “BRAQUIDACTILIA”) já valera para as eleições deste ano.

O TSE, uma vez consultado pelo Senador Arthur Virgílio (manauara e defensor da inclusão do BJJ e do Grapling Submission nas olimpíadas de 2016) a respeito da inelegibilidade aprovada até 5 de julho poderia ser aplicada na eleição, uma vez que tal data foi fixada como prazo para o registro das candidaturas.

O Ministro Relator da consulta foi Hamilton Carvalhido, que disse “a lei tem aplicação na eleição de 2010”, o voto do Magistrado foi seguido por mais 5 dos 6 membros do Tribunal.
Porém nossos “matutos” políticos mudaram a redação do projeto lei, em tal alteração eles autorizam políticos condenados antes da Vigência da lei, em 4 de junho de 2010.

Tal mudança chega a ser ridícula para essas eleições, uma vez que dificilmente alguém será condenado nesse curto espaço de tempo por um colegiado, porém nas próximas eleições sem dúvida alguma essa lei tornara centenas de políticos inelegíveis.

A procuradora Sandra Cureau salientou o aclamo popular sobre tal lei:
”Está ligado à insatisfação popular e à vontade popular de mudar, de que tenhamos daqui para frente candidatos que sejam capazes de exercer seus mandatos sem se envolver em escândalos”.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

MARCELA

É Marcela
Sim, aquarela
É, é pintura
Escultura
É donzela
É singela
Tanta doçura
É tão pura
É pro coração
Marcela, sensação
É com atenção
Doce emoção
É divinidade
É a realidade
Com sinceridade
E toda verdade
Escultura
É pintura
Aquarela
É Marcela.










Você, mulher e menina...

Belo espírito envolto em pele macia
Coração pulsante de eterna magia.

Olhos brilhantes de alegria
Você é pura poesia.

Lábios que evocam prazer
Fico feliz em lhe conhecer.

Carinho expresso na atenção
Sua voz parece uma canção.

Cabelos floridos como a primavera
Você é realmente bela!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Adoção por casal homoafetivos

Recentemente 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reconheceu a guarda de um incapaz para um casal homoafetivo (no caso duas mulheres), sem dúvida uma decisão polêmica, ainda mais se tratando da sociedade brasileira. O Tribunal fundamentou-se na constituição, dizendo que um casal homoafetivo que consiga comprovar a união estável poderá adotar uma criança.
Do ponto de vista jurídico entendo a decisão, porém do ponto de vista social ainda tenho minhas preocupações, as quais tenho total certeza que a maioria entendera.

.”Tenho total convicção de que um casal homoafetivo tem plenas condições de criar uma criança, mas não tenho a mesma convicção sobre a aceitação da sociedade ao indivíduo adotado.”

Não posso fechar os olhos para tal fato pois é algo obvio, e o qual determinará a personalidade do adotado. Algumas pessoas dizem que o preconceito na infância sempre haverá, se for gordo porque é gordo, se magro, se negro, se usar óculos, naturalidade, sotaque... fatores para o preconceito e para a chacota na escola (período o qual a criança passa por sua formação de personalidade) não faltaram.

Porém “acredito” que nenhum desses fatores terá a mesma força negativante da personalidade da criança, quanto o fato de ter pais gays.
Tendo como preceitos as tags desse blog, acredito que a nossa sociedade está em constante metamorfose, assim sendo em um futuro próximo será totalmente possível a adoção, pois a sociedade estará quase que livre desse preconceito.

No caso do legislador criar a lei que aprove a adoção por casais gays, sem sombra de dúvidas será total antecipação, a lei não estará no “intimo” da sociedade, estaremos aprovando uma lei “contra legem”, de tal maneira que a sociedade não aceitará a lei.
Se aprovada, creio que casais heterossexuais, desde que ajustados (porque os há monstruosos, não é?) e com as devidas condições, devam ter a preferência na adoção. E a razão é simples: a criança terá certamente menos explicações a dar. Não vislumbro a possibilidade de que uma família com dois pais ou duas mães venham a ter o mesmo status da família tradicional.

Sendo assim acredito que para a criança, a possível estranheza provocada por pais ou mães gays é o menor dos problemas se a alternativa é permanecer em alguma instituição, sem afeto, sem atenção, sem cuidados. Homossexualidade “não pega”. E heterossexualidade também não — ou a esmagadora maioria dos gays não viria de lares heterossexuais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

UNIÃO HOMOAFETIVA.

Venho defender a possibilidade jurídica da união homoafetiva (união entre homossexuais), não pretendo dizer que tais uniões sejam corretas, mas também não venho condenar tais uniões, venho apenas dizer que tais uniões são, sob o ponto de vista jurídico, legítimas e, portanto, devem ser protegidas pelo Poder Judiciário, e por toda a sociedade.

Homossexualismo é "a atração erótica por indivíduos do mesmo sexo".
Não existe um padrão comportamental típico que defina o homossexualismo, apresentando-se na prática, diversas gradações no aspecto físico, que podem ir, no caso de homossexualismo masculino, por exemplo, desde a completa efeminação exteriorizada por gestos e maneiras de se comportar, ou resultados de práticas medicas.

Homossexualismo deixou de ser doença. Á décima revisão da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), da Organização Mundial de Saúde, exclui, depois de quase vinte anos, o homossexualismo como doença.''... o então presidente do Conselho Federal de Medicina, psiquiatra Ivan Moura Fé, afirmou que ''muitas vezes, os próprios pais levam os filhos homossexuais ao médico, porque acreditam que eles são doentes; a situação deixa os profissionais confusos, já que não é encontrado nenhum sinal que indica a existência de uma anomalia. O mesmo afirma: "É, comprovadamente, uma opção de vida”.

Nos países "de primeiro mundo", sobre tudo da Europa Ocidental, a homossexualidade já é encarada como preferência pessoal de cada indivíduo, sendo, inclusive em alguns países, permitida, reconhecida e até mesmo protegida a união entre pessoas do mesmo sexo.

A Constituição Federal no seu artigo 226, § 3º afirma que "para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar..."
Os intérpretes costumam entender que através de tal dispositivo constitucional, a lei protege apenas " a união estável entre o homem e a mulher", não protegendo outras espécies de união (homem com homem e/ou mulher com mulher).
Porém, tais intérpretes seguem o que os lógicos denominam de argumento à contrário, o que do ponto de vista lógico é inconcebível; pois, se digo que amo minha esposa, não significa, necessariamente, que não amo meus filhos, posso, ou não amá-los.
Se a lei, não exclui, expressamente, a proteção das uniões homoafetivas, então caímos no que Bobbio chamou de Norma Geral Exclusiva, que é uma das premissas básicas do pensamento Kelseniano, que afirma que "tudo o que não está explicitamente proibido, está, implicitamente, permitido", idéia protegida pela Constituição Federal que afirma que "ninguém está obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei" (artigo 5º, inciso II).


Pela analogia, devemos admitir tais uniões através do seguinte raciocínio que possui duas premissas básicas:
1ª) todo ser humano possui o sagrado direito de constituir uma família (direito este garantido pelo artigo XVI da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, de 1948);
2ª) todo deficiente físico, se desejar, pode recorrer a uma cirurgia plástica reparadora para minimizar seus déficits físicos.
A partir de tais premissas, nos levam a outras duas:
a) todo deficiente físico (que é membro da espécie humana) pode constituir uma família;
b) todo hermafrodita, por ser uma espécie de deficiente físico, pode, se assim desejar, recorrer a uma cirurgia plástica para definição de seu sexo (fenotípico), sendo imperiosa, neste caso, a permissão para retificação de seu registro de nascimento;


Cumprindo ressaltar, porém, que a união do transexual, não deve ser aceita apenas no caso de cirurgia, uma vez que este não pode ser compelido a se submeter a uma operação plástica para possuir o direito de se unir com aquele que ama.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

BRAQUIDACTILIA

Temos hoje em Brasília correndo em caráter de urgência o projeto de lei “ficha limpa”, projeto de forte apelo popular, com toda certeza você já recebeu em sua caixa de e-mail tal corrente, que aclama por assinaturas, corrente a qual já alcançou mais de um milhão e meio de assinaturas a seu favor.

Sobre tal lei ainda vemos pessoas que alegam a sua inconstitucionalidade, pois tal feriria o Art. 5º de nossa Carta Magna. Mas sua constitucionalidade não é o motivo pelo qual escrevo, resolvi abordar o tema pois tive a noticia de que a lei é apoiada pela CNBB, e isso sim me preocupa.
Vejam o que diz o representante da CNBB. Volto logo em seguida.:

O secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, ele destacou que a possibilidade de um recurso acelerar os processos “fará com que os ficha suja pensem dez vezes antes de se candidatar”.
O secretário-geral da CNBB destaca que é necessária uma mobilização popular para pressionar o Congresso a aprovar a proposta. Uma das possibilidades é que a entidade recomende aos padres mencionar o tema nas missas no domingo para aumentar a conscientização sobre o projeto.

Voltando: como podemos ver á um interesse da Igreja Católica em relação ao projeto de lei.
Me preocupa, e muito, pois, acredito que não haja mais espaço para as Igrejas dentro da política, nesse caso vejo o interesse da Igreja no fato do crescimento de parlamentares que tem o apoio das Igrejas evangélicas. Uma vez que 87% dos nossos parlamentares tem alguma condenação em 1ª instância, e com certeza nesses estão inclusos parlamentares que recebem tal apoio.

Então logo vejo um interesse muito mais pro lado de confronto religioso, que propriamente o interesse geral, como deveria de ser. Alguns parlamentares estão tentando mudar o texto do projeto de lei, ao invés de condenações em 1ª instância, seriam vetados os direitos dos candidatos que tiveram condenação em órgão colegiado, o que me parece bem mais justo, tendo em vista decisões de juízes (de primeira instância) ao longo de nossa história.



#Sobre o título do texto é em homenagem a um animal o qual divido parte do meu tempo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O início de um novo começo

Prazer

Meu nome é Leonardo Kurtz von Ende Bianco, sou estudante de Direito da Faculdade de Direito de Sorocaba, sou filho de Nicolau Antônio Bianco e Tânia Kurtz von Ende Bianco, tenho uma irmã (bem mais velha) que se chama Livia (para mim apenas Tata), nasci em São Paulo, porém, passei boa parte da minha e juventude nas cidades de Itapetininga e Sarapui, hoje resido em Sorocaba, nessa á aproximadamente 5 anos.

Já tive minha passagem pelo mundo dos blogs, mas no inicio de 2009 comecei o meu curso de Direito, onde tive a oportunidade de conhecer o professor de Ciências políticas Jorge Marum, o qual sempre nos passava os temas de suas aulas através de um blog (http://professormarum.blogspot.com/), como acessava o mesmo com certa freqüência acabei criando um.


Minha idéia (ou ideia, como queiram) para esse blog é de simplesmente postar todo e qualquer tema que me der vontade, sendo ele, política, esporte, direito, família, artes ou até mesmo M.M.A. (sigla para vale tudo).Terei nele muito mais o objetivo de opinar sobre todo e qualquer tema que por mim venha a ser abordado.